“Eu odeio isso que você faz, isso de chegar na minha vida, ir embora, eu me recuperar e depois você simplesmente voltar de novo.
Eu havia trancado meu peito a sete chaves, milhões e milhões de correntes por ele todo, fechaduras, muros de pedras, montanhas de gelo. Eu o tranquei com qualquer tipo de fragmento a prova de você.
Eu havia lutado para jogar cada lembrança fora, deletar cada momento, apagar cada risada estúpida nas mensagens, no histórico, eu havia lutado para apagar o teu número e esquece-lo de qualquer forma, a qualquer custo. Eu havia lutado mais ainda para sorrir, para não deixa que as lágrimas apertassem os olhos e caíssem várias, rapidamente e descontroladamente.
Eu havia lutado tanto, havia me esforçado tanto para recolher cada caco do coração e colar perfeitamente um no outro, para couber certinho naquela utopia, naquela fantasia ingenua de que eu realmente estava bem… E eu estava, pelo menos me convencia disso.
Então você volta, com esse teu jeito carente, essa tua cara boba, então você volta e derrete toda a proteção de aço, você derrete sem nem ao menos uma palavra, sem nem ao menos um sorriso, basta um olhar e simples, você derreteu tudo.
Aqui estou eu, de novo, tentando me recompor a essa insanidade, essa loucura agonizante que você me deixou. Aqui estou eu de novo, tentando ficar bem, mas nos últimos meses, sem conquista, afinal não tem como ajuntar o coração se você o levou, a única coisa que acho pelos cantos é a saudade. Eu odeio isso, odeio esse teu jeito de chegar na minha vida, ir embora, eu me recuperar e você voltar depois… Mas afinal, sabe por que eu odeio? Porque sempre que você volta, eu vou te aceitar de volta, sempre.” Lucas (s-stupid)